Arquivo de Notícias: novembro - 2013

Promoção

28 de novembro de 2013

Ja imaginou você com uma adega novinha em casa neste final de ano, e ainda a espumante certa para comemorar?!

Participe da promoção comprando três espumantes diferentes da linha .Nero, e concorra a uma adega Philco para 27 garrafas.

O sorteio acontecerá no dia 21/12 em nossa loja.

O vinho laranja: brancos grandiosos, expressivos e aromático

05 de novembro de 2013

Os vinhos são divididos em diversas categorias: secos e doces, fortificados, tranquilos e espumantes, varietais e de corte. A cor é outra maneira de se diferenciar os estilos. Há os vinhos brancos, os rosados e os tintos. Sim, mas além deles também existe o vinho laranja, bem mais raro, que nos últimos anos vem ganhando destaque entre os enófilos através do trabalho cuidadoso de algumas vinícolas, principalmente da Itália. São vinhos realmente únicos e cheios de personalidade, do tipo ame ou odeie. 

Apesar de parecer, para muitos, uma novidade, o vinho laranja é justamente o contrário: é um dos estilos mais antigos, produzido há milhares de anos em lugares que estão na origem da bebida, como Armênia e Georgia.

Uma das características do vinho laranja, ou orange wine, em inglês, é o método de produção, que resulta em um líquido de coloração dourada ou acobreada. Na maioria dos casos, quando se vai produzir um vinho branco, logo após a prensagem das uvas as cascas são retiradas. Mas no vinho laranja os enólogos não retiram as cascas, deixando-as em maceração com o suco da fruta, o que lhe empresta a cor característica, muito aroma e sabor, e taninos. Sim, taninos em vinhos brancos. Além de notas minerais e florais, esses vinhos – quase sempre naturais, com leveduras indígenas e sem sulfitos – podem apresentar aromas cítricos e de frutas cristalizadas e secas, além de ervas e especiarias, como tomilho, pimenta-do-reino-branca e açafrão, bem como azeite, podendo apresentar uma untuosidade fantástica. Tudo isso, mantendo frescor e boa acidez. 

Várias uvas podem ser usadas na produção do vinho laranja, mas as que mais se destacam são a Ribolla Gialla e a Trebbiano. 

Trata-se de um vinho que pode – e deve – ser degustadosozinho, ou na companhia de queijos maduros, um bom patê. Mas sua intensidade permite harmonizações ousadas, com ovo trufado, escalope de foie gras, carnes de caça assadas e pratos picantes, como os da cozinha indiana. 

Hoje em dia a Itália lidera a produção mundial deste estilo de vinho, encontrado em áreas vinícolas do norte do país, especialmente o Friuli, bem como em regiões como o Lácio, Úmbria e a Emilia-Romana. Mas também há enólogos apostando no vinho laranja em diversos outros lugares, com destaque para a Eslovênia e os Estados Unidos, além de Croácia, Nova Zelândia e até o Brasil. 

São vinhos raraos em qualquer parte do mundo, e infelizmente não temos muitos exemplares disponíveis no mercado brasileiro. Mas podemos encontrar na importadora Decanter um ícone deste tipo de vinho, o italiano Josko Gravner (na foto), que tem vinhedos não apenas na região do Friuli, mas também do outro lado da fronteira, em terras eslovenas. Ele não apenas mantém as cascas, mas fermenta as uvas em ânforas de terracota, seguindo métodos antigos de vinficação. 

Por aqui também temos o nosso vinho laranja: a pequena vinícola brasileira Era dos Ventos, cujas gararfas são encontradas em restaurantes como o Aprazível, e lojas como a Confraria Carioca, produz um vinho assim, feito com a uva Peverella, que já foi eleito o melhor branco do Brasil.

Também importada pela Decanter, a eslovena Simcic tem uma linha muito interessante para quem quer fugir do óbvio, incluindo alguns vinhos laranja, como o Teodor Belo Selekcija.

 

fonte: oglobo.globo.com

Espumante brasileiro ganha taça oficial

05 de novembro de 2013

Agora apreciadores de todo o Brasil têm mais um bom motivo para abrir espumantes nacionais. Foi desenvolvida a Taça do Espumante Brasileiro (foto) que permitirá desfrutar o que há de melhor em espumantes no país.

Desenvolvida por meio de uma parceria entre Embrapa Uva e Vinho, Associação Brasileira de Enologia (ABE) e Cristallerie Strauss, a Taça do Espumante Brasileiro foi apresentada para mais de 750 apreciadores de vinho durante a 17ª Avaliação Nacional de Vinhos, evento realizado no final do mês de setembro, em Bento Gonçalves.

Para um produto especial como o espumante brasileiro, é fundamental a expressão de todas as suas qualidades, seja de cor, aroma ou paladar. Assim, foi necessário o desenvolvimento de uma taça com características adequadas, que possibilite acompanhar cada detalhe da degustação, apresentando originalidade, funcionalidade e qualidade estética. Fundamental neste projeto foi a adequação do formato para potencializar as características específicas do produto brasileiro, de sabor fino e refrescante.

Confeccionada artesanalmente em fino cristal, a Taça do Espumante Brasileiro apresenta linhas finas e elegantes, um bojo sinuoso que valoriza a formação do perlage (borbulhas), uma boca estreitada que concentra a liberação de aroma e um encaminhamento da nobre bebida para o prazer dos consumidores.

 

Desenvolvendo a Taça

O desenvolvimento da taça contou com o conhecimento das parceiras Embrapa Uva e Vinho, a Associação Brasileira de Enologia e a Cristallerie Strauss, que se dedicaram não apenas em utilizar todo o conhecimento técnico de suas equipes, em suas áreas de atuação: pesquisa, enologia e confecção de cristais, mas também reuniram e ouviram a opinião dos principais agentes envolvidos na elaboração, comercialização e promoção do espumante brasileiro.

Segundo o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e Diretor de Degustação da ABE, Mauro Zanus, um dos idealizadores da ideia, não bastava desenvolver a taça e apresentar para o setor vitivinícola. “Além de desenvolver uma taça adequada as características do espumante nacional, tinha-se que promover um processo de legitimação do produto, algo que fosse discutido e validado pelo setor vitivinícola”, comenta.

O processo de desenvolvimento da Taça ocorreu em quatro etapas, com a participação de profissionais qualificados das principais entidades do setor de vinhos do Brasil (veja lista completa abaixo). Na primeira etapa, profissionais avaliaram apenas o aspecto visual dos 26 modelos de taças existentes, considerando originalidade, estética e funcionalidade. As avaliações foram individuais, sem a permissão de comentários.

Na segunda etapa, em condições de laboratório, fez-se a avaliação técnica das seis taças melhor pontuadas na etapa anterior. Nesta fase, os participantes foram solicitados a avaliar a qualidade da taça em uma situação real de prova, com um espumante típico da Região Sul do Brasil.

A terceira etapa ocorreu na Cristallerie Strauss com pequenos ajustes nas dimensões de altura e diâmetro de bojo das duas taças que apresentaram maior pontuação e também seguindo critérios técnicos apontados pelos especialistas da Cristallerie. A última etapa foi o teste final pela pela diretoria da ABE, a qual confirmou sua adequação técnica para a valorização das características do espumante brasileiro.

 

A arte da confecção da taça

A Taça do Espumante Brasileiro é feita manualmente por artesãos extremamente habilidosos formados na própria indústria. A matéria-prima utilizada para a confecção do cristal é criteriosamente selecionada, desde a areia, bem como os componentes químicos que farão parte da sua composição (Bórax, Carbonato de Sódio, Carbonato de Potássio, Nitrato de Potássio, Óxido de Arsênico e Litargírio 24% PbO).

A fusão plena destes elementos acontece a uma temperatura de aproximadamente 1460ºC. Estando pronta a fundição, inicia-se o processo de fabricação do produto, onde o profissional colhe o material do forno por intermédio da cana de vidreiro que será soprado em um molde específico de acordo com o design da peça.

As fases seguintes serão a confecção da haste e a colocação da base da taça. Estas peças irão passar por um forno de alívio de tensões, ou seja, que irão acomodar as moléculas que se encontram desarranjadas em sua composição, evitando assim que ocorram os devidos choques térmicos em seu manuseio.

Os procedimentos de beneficiamento acontecem logo após o corte da capa, as bordas internas e externas das peças são suavemente lixadas e polidas por profissionais hábeis e qualificados para este serviço.

 

Definindo a taça

O processo de escolha da taça contou com a participação das seguintes instituições: ABE, Afavin, Agavi, Aprobelo, Apromontes, Aprovale, Asprovinho, Aviga, Confraria Amavi, Confraria da Vinha, Confraria do Champagne da Serra Gaúcha, Confraria do Vinho e do Champanha das Mulheres Bento Gonçalves, Confraria do Vinho em Bento Gonçalves, Confraria dos Cavalheiros do Vinho, Confraria L’Arte Del Vino de Flores da Cunha, Consórcio de Produtores de Espumantes de Garibaldi, Embrapa Uva e Vinho, Fecovinho, Febave, Fenachamp, Fenavinho, Fisul, Ibravin, Escola de Gastronomia UCS/ICIF, ICTA/UFRGS, IFRS Campus Bento, Laren, Ministério da Agricultura, Rota dos Espumantes, Secretaria da Agricultura, Sindivinho, Uvibra e Wines from Brazil.

 

fonte: embrapa.br